quinta-feira, setembro 17, 2026

Estudos do Corpo

Mulheres indomáveis, corpos a domesticar: o horror cinematográfico da bruxa

Na Idade Média, o corpo da bruxa foi imaginado como fonte de terror e signo de um feminino incontrolável, monstruoso e sempre em contato com uma exterioridade assustadora. No cinema, as bruxas cumpriram frequentemente tal papel, fazendo parte de uma galeria de outros monstros comuns, como os vampiros, os fantasmas e os zumbis. O objetivo deste trabalho, porém, é analisar um conjunto de filmes recentes nos quais a figura da bruxa emerge também como potência de libertação e criação, fazendo do feminino uma condição-limite sempre aberta à mudança e ao novo.

Reportagem

Monique Medeiros: Mãe de Henry Borel

Após cinco anos de intensa repercussão e julgamento no Rio de Janeiro, Monique Medeiros foi condenada apenas por omissão na morte de seu filho Henry Borel e recebeu perdão judicial da juíza Elizabeth Machado Louro, que apontou rigor excessivo de gênero e falhas cruciais na acusação. A reportagem investigativa expõe que a condenação é insustentável devido a graves inconsistências técnicas, como lesões decorrentes de manobras de reanimação médica confundidas com agressões, a ausência de análise do prontuário inicial no IML, interferências políticas nos laudos periciais reveladas em mensagens de 2026 e a impossibilidade física de omissão em um convívio de apenas 35 dias com o padrasto.

Entrevista com o Perito Sami E Jundi – Perito contratado por Jairo de Souza Santos Júnior

A entrevista investiga as lacunas técnicas, institucionais e políticas que atravessam o Caso Henry Borel, a partir da análise pericial e do contexto de poder em que o crime ocorreu. O perito Dr. Sami El Jundi aponta inconsistências médicas e procedimentais no atendimento prestado ao menino no Hospital Barra D’Or. O texto reconstrói as ligações feitas por Jairinho na madrugada da morte, revelando a tentativa de acionar redes de influência fora dos canais formais. A presença de executivos do setor privado da saúde em fóruns jurídicos de alto nível expõe a porosidade entre negócios, regulação e Estado. A entrevista também aborda o papel do Judiciário, as controvérsias em torno da prisão de Monique Medeiros e os questionamentos levantados pela defesa. Mais do que recontar um crime, o material ilumina como engrenagens de poder operam em zonas cinzentas, onde interesses privados, decisões públicas e tragédias individuais se cruzam.

Opinião

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